quinta-feira, 29 de julho de 2010

Actualizações

Dia 18 JUL

Este foi um dia muito bem aproveitado. Logo de manhã puzemos mão ao trabalho, e tanto nós como a Sofia nos aventurámos a lavar roupa. Bom, para mim, Sara, foi especialmente exaustivo, porque tinha praticamente toda a roupa por lavar (e isso inclui duas saias compridas e toalha que, acreditem, dá algum trabalho a lavar num balde). Mas lá terminámos essa tarefa, com o André, Bernardo, o Filipe, e o Tiago – mais portugueses de outro projecto – cá enfiados e ainda por cima a fazerem-nos almoço.


Comemos a correr, pois esperava-nos um autocarro alugado especialmente para nós e para os restantes trainees aqui da Trainee House, para fazer uma visita por vários pontos de interessa de Jaipur velha.


E assim lá fomos, num autocarro que dava para metade das pessoas que realmente foram, mas que apertadinhos lá coubemos todos, rumo à Pink City.


Antes de prosseguir há um reparo importante a fazer: o nosso guia, era qualquer coisa de especial. Baixinho, de camisa amarelo torrado, chapéu de cowboy, bigodinho, e brincos. Falava um inglês horrível, que era praticamente impossível perceber se ele estava realmente a falar inglês ou uma espécie de conjungação de hindi com inglês. Juro, a qualquer momento estávamos à espera que ele pegasse numa espingarda e partisse à caça de um tigre!


Mas voltando ao nosso passeio turístico, a primeira paragem foi no Jantar Mantar. Basicamente, tratava-se de um grande centro de observação astronómica. Embora fosse interessante, estávamos todos a morrer de calor, por isso tornou-se muito complicado prestar toda a atenção devida.


De seguida, fomos ver o City Palace. Esta é ainda a residência da família real de Jaipur, e pelo que ouvi dizer, pagando-se, é possível ser recebido numa audiência por suas Altezas Reais. Este palácio era de facto lindíssimo. No seu interior continha uma exposição de textéis (lindos!!), outra de armas (eram tantas!!), e um espaço onde era possível falar com artistas, desdes pintores, a fabricantes de perfumes, a sapateiros.



Durante a nossa visita, assistimos a uma tempestade de areia, nada agradável para os nossos olhinhos, mas ainda assim, uma experiência.


Após conhecermos o City Palace, fomos até ao Jaigarth Fort, onde vimos muuuuiiiitooooos macaquinhos e uma vista explêndida sobre as montanhas circundantes.



Vimos ainda o Jal Mahal, ao longe porque não é possível visitá-lo, e um templo a Rama, que era qualquer coisa de fazer parar a respiração.



Quando demos por terminada a nossa visita, fomos até à Trainee House do Project Creations, onde o André e os restantes portugueses estão alojados, para jantarmos com eles.


Regressámos a casa e demos esse dia por concluído.



19 e 20 JUL


O que há de relevante para contar destes dois dias é que finalmente começámos a fazer alguma coisa de útil para o projecto.


Foi-nos – finalmente – explicado o projecto em concreto. Então, é assim que funcionará:


Até ao fim do mês, temos que preparar apresentações, em grupos, sobre diversos temas (HIV, Ambiente, Saúde, Oportunidade Globais, a nossa cultura). Fomos divididos em 6 grupos, pois há 6 escolas diferentes.


No início de Agosto lá iremos até às escolas dar as apresentações, o que se irá manter durante as três semanas seguintes.


Na última semana de todas iremos participar num evento que reunirá escolas e ONGs.


E assim, eu, Sara, fiquei num grupo com uma Chinesa, a Tina, e uma Polaca, a Silvia, a quem se irá juntar possivelmente mais algum dos estagiários que ainda não chegaram. Cabe-nos preparar uma apresentação sobre saúde, ou mais exactamente, sobre tabaco. O Bruno ficou, para já, num grupo com uma Vietnamita, que juntos vão abordar o tema do Ambiente.




E por agora é isto... Hoje vou passar o dia aqui no Office, por isso se ainda tiver tempo, volto a escrever aqui!


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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Incredible India

Aqui estão algumas das tão esperadas e prometidas fotos:


No Qutub Minar, em Delhi.

Mahatma Gandhi Museum, em Delhi.

Nós e a Sofia num rickshaw.
Nós, a Filipa, a Sofia, e o Shashank depois das compras no nosso quarto.

Nós, a Sofia, e o Shashank - o nosso "inquilino" e melhor amigo indiano.


Quotidiano Indiano



Cemetery of Kings

Ó p'ra nós na Pool Party! Nem parecia que estávamos na India em que caminhamos diariamente...

domingo, 18 de julho de 2010

When in India, be Indian

(ainda) 14 JUL

Depois de deixarmos o comité da AIESEC, fomos até ao nosso primeiro jantar de trainees (=estagiários). Comemos pizza, que nos soube que nem... hum... pizza! Tínhamos ficado de voltar ao comité pelas (note-se que "pelas x horas" na India significa esperar entre 15 min a 5h depois da hora combinada) 23h30, para irmos com um AIESECer Indiano, o Manich, para irmos buscar a Filipa à estação de comboios. Contudo, quando nos perguntaram se queríamos ir a uma festa com os restantes trainees, e respondemos que não podíamos ir por causa da chegada da Filipa, parecia que ninguém sabia quem era o Manich. Escusado será dizer que nas nossas cabeças passaram logo bastantes filmes. Mas afinal parece que ele só não era conhecido pelo LCP (Local Committee President)... e por mais de metade da AIESEC in Jaipur.
Seja como for, lá fomos até À estação, não com o Manich, mas com o Ronak, um dos responsáveis pelo nosso projecto. Chegados à estação, eu entrei com ele, e os restantes portugueses ficaram cá fora, dado que para se entrar na estação e para apenas permanecer na plataforma é preciso pagar.
Depois de voltas e voltas e voltas e voltas, nada de Filipa. Pois... a Filipa já estava junto dos portugueses, e andavamos eu e o Ronak feito estúpidos na estação de comboios à procura dela.
Mas nada acontece por acaso, e a verdade é que ter entrado naquela estação de comboios depois da meia noite embrenhou-me um pouco mais profundamente na Incredible India. Na estação de comboios dormem centenas de pessoas, desde crianças a idosos, no chão e em grupo. Numa manta pequena vi cerca de 6 crianças deitadas a dormir, cujas idades deviam ir desde alguns meses a 5 anos. Vi também um jovem a andar como que em quatro patas, com a coluna deformada.
Bem, lá voltámos ao hotel, agora já com a Filipa, onde foi bastante desafiante fazê-la entrar e dormir no nosso quarto sem pagarmos mais. Mas lá conseguimos, e dormimos quem nem bebés, descansando para o que o próximo dia nos reservaria.

15 JUL

Pois é... depois de uma noite num hotel e pequeno-almoço tomado na cama sem se pagar nada extra, quase nos fez esquecer que estávamos na India. Mas não foi para isso que aqui viemos, e queríamos era sair, andar, observar, e conhecer.
Fomos até à nossa casa inicial, para deixarmos as malas da Filipa, e partimos à procura de apartamentos para alugar.
Tal procura foi em vão. Acabámos por voltar ao comité por alguns minutos, almoçámos, e lá voltámos à Trainee House. Lá, acabámos por chegar a um concenso com os AIESECers: ficávamos nessa casa, mas tinham que nos deixar limpar os quartos como queríamos, e teríamos que aprender a tomar banho com um balde (acabou por não ser necessário, dado que havia um pequeno chuveiro com o qual é possível lavar a cabeça e tudo - de joelhos).
Nisto surgiu o Shashank, que brevemente se tornaria no nosso melhor amigo. Acompanhou-nos ao supermercado, onde compramos baldes e esfregonas, panelas e vassouras, massas e bolachas, detergentes e panos... enfim, tudo o que fosse necessário para limparmos (e bem!) o nosso quarto, e fazer dele o nosso pedaço de casa durante os próximos tempos. O Shanshank estava extremamente divertido, mas sempre muito prestável e colaborador.
Jantámos pelo centro comercial, onde provámos um novo fruto - Chicco - e bebemos um batido feito com esse mesmo fruto. Voltámos para casa, e durante longas e frutuitas horas conversámos com o Ronak e o Shashank, onde ficámos a conhecer melhor as tradições, os hábitos, as religióes daqui. Perto das 3h fomos dormir.

16 JUN

Neste dia revelámo-nos, e contactámos com a dona de casa dentro de nós. Lavámos, esfregámos, desinfectámos. Mas no fim, o nosso quarto cheirava a pinho, e já nos sentíamos mais em casa. Desfizémos as malas e mochilas, tomámos duches rápidos, e fomos para uma conferência que teria lugar numa Business School, cujo tema era um outro projecto no qual o André está - Project Creations. Entre videos da AIESEC in Jaipur e descrição do projecto, tiveram lugar as apresentações culturais acerca dos países de origem dos estagiários deste projecto. Claro que quando foi a vez de Portugal, fizémos muito barulho e mostrámo-nos muito entusiasmados.
A verdade é que os indianos adoram-nos, porque interagimos, brincamos, rimos, e dançamos com eles. Durante metade da conferência o LCP da AIESEC Jaipur usou orgulhosamente um cachecol português ao pescoço. A conferência terminou da melhor maneira: com danças e role calls da AIESEC!
Saímos a correr da conferência, pois o Shanshank estava à nossa espera, na nossa casa, para nos entregar frigideiras que ele nos ia emprestar (e nós estávamos na outra ponta da cidade!).
Agora é aquela parte em que vos explico como funciona uma viagem de rickshaw: antes de entrarmos, dizemos para onde vamor, regateamos e acordamos o preço, e passados alguns minutos paramos para que o condutor possa perguntar a um qualquer comerciante onde raio fica o sítio para onde queremos ir! Pomo-nos a caminho outra vez, e com sorte essa será a única paragem intermédia.
Cozinhámos massa para o jantar, partilhámos com o Shanshank e com os 3 recém-chegados Tunisinos. Mais uma vez ficámos na nossa "sala" comum (digo sala, porque é mais um telheiro com sofás e cadeiras) a conversar animadamente.
Ponto importante do dia: descobri um família de gatos - mãe, e 3 filhotes - e ando a ver se ganho a confiança da mamã. Foi-me dito que são gatos do deserto, e que estão prestes a desaparecer. Esta foi a primeira noite em que tivémos um "inquilino" no nosso quarto. O Shashank ficou a dormir connosco e a conversa continuou noite fora, pois ele é um ávido ouvinte, e um falador entusiasta, muito culto e curioso.

17 JUL

Acordámos a um hora bastante imprópria (quase meio dia), tomámos duche, fizémos o almoço, e fomos até ao comité da AIESEC para mandar e-mails aos papás e para nos encontrármos com uma data de estagiários que viriam connosco visitar a Pink City, a parte velha de Jaipur.
E assim foi. Lá fomos nós até ao Kings' Tomb - O cemitério dos Reis. Aqui eram cremados os reis de Jaipur, sendo as rainhas cremadas noutro local.
Depois subimos, e subimos, e subimos, até a um templo de Ganesh. O respeito e a dimensão espiritual podia ser respirada. Tivémos sorte, e conseguimos assistir a um ritual de fim de dia, no qual recebemos a benção do Lord Ganesh.
Voltámos a casa, para comer muito depressa, trocar de roupa, e voltar a sair.
Sabem... a vida de estagiário é muito difícil. É tão difícil que nos convidam para Pool Parties (=festas na piscina). E como temos que representar o nosso país e tal, lá fizémos o sacrifício de ir. E como não podia deixar de ser, mal chegámos, convencemos os Tunisinos, e enfiámo-nos logo na piscina (que antes estava vazia). A verdade é que estar em bikini na India é um assunto de cuidado. A maior parte dos indianos nunca viu uma branca de bikini, e por isso somos alvos de muitos olhares. Mas não nos deixámos intimidar e desfrutámos (e bem) da oportunidade de nadar a meio da noite, na piscina do Naila Bagh Palace (googlem). Mais tarde foi-nos dito que a entrada seria 100 dólares, se não viessemos com a AIESEC. Como disse: estagiário sofre!
Depois de cerca de 2h seguidas dentro de água, secámo-nos como pudemos e rumámos a casa. Mais uma vez tivemos o Shashank, que está praticamente adoptado por nós, a partilhar connosco o quarto (e mais uma vez houve conversa sem fim).


Por hoje ficamo-nos por aqui, pois aqui já é 1h da manhã e começa a tornar-se difícil apanhar um rickshaw para casa.
Prometemos que em breve terão fotografias para ver! Com um pouco de sorte teremos internet instalada em casa.

Beijinhos a todos,
Sara e Bruno

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Namaste !

Aqui estamos nós, no comité da AIESEC, com internet!!!

Deixem-me contar-vos as primeiras experiências.

Dia 13JUL (terça-feira):

Aterrámos no aeroporto Indira Gandhi, em Delhi, pelas 7h30 da manhã. À nossa espera tínhamos um prestável senhor com um cartão com os nossos nomes, que nos levaria para o nosso transfer e viagem por Delhi. Chegados ao carro (com ar condicionado), foram-nos dados colares de cravos, como gesto de boas-vindas, duas garrafas de água, duas toalhitas desinfectantes, e dois pares de uma espécie de pantufas para usarmos nos templos em que temos que ir descalços.

Visitámos o Qutub Minar, que é património protegido pela UNESCO. Lá vimos uma torre enorme, que nos foi dito pelo nosso guia (pago à parte) que as pedras na sua construcção não estão unidas por cimento ou por algo parecido, mas antes encontram-se encaixadas como que peças de Lego. Para além desta grande torre, tem alguns túmulos muito simples, uma mesquita em ruinas e um templo hindu junto da mesquita. A construcção mais antiga data de ha 8 mil anos.

A seguir visitámos o museu Mahatma Gandhi. E pensam vocês (como aliás pensava eu antes de lá entrar) que um museu aqui terá alguma informação, mas não será nada do outro mundo. Pois desenganem-se: põe a um canto muitos dos nossos museus. É muito interactivo e avançado. Por exemplo: tinham uma maquete de um vulcão, com vapor a fazer de fumo, onde se podia ler em luzes LED “Be” (=Sê). Se soprassem o vapor, passava a ler-se “True” (=Verdadeiro). E mais outro exemplo: para saberem sobre a vida em prisão de Gandhi, tinham umas barras (como barras de cela de prisão), onde se as tocassem, na parede começava uma vídeo sobre o assunto.

Passado tudo isto, fomos até à estação de comboios, para nos pormos a caminho de Jaipur.

Antes de vos contar a nossa chegada a Jaipur, vou-vos falar um pouco sobre aquilo que vimos realmente: pobreza... e riqueza. Isto é um país de extremos. Ao lado de uma universidade grande com segurança e fortes muros, encontram tendas e barracas improvisadas onde vivem famílias inteiras. E tudo isto na beira da estrada. Ver pessoas a dormir na rua, quase sem roupa, magríssimos, é normal. E apesar de nos chocar e de nos meter pena, é uma realidade para a qual tínhamos sido preparados.

As pessoas aqui são todas muito prestáveis, sempre prontas a ajudar e muito simpáticas. Antes de virmos para aqui, todos aqueles que já cá estiveram nos dizem o mesmo: preparem-se porque eles fazem muitas perguntas, não levem a mal. E é de facto impossível levar a mal, porque lê-se nos olhos deles que não ha maldade nas perguntas, apenas curiosidade e uma sede enorme de saber de onde vimos, quem somos, como é o mundo de onde vimos.

Ora a ida para Jaipur: partímos de Delhi no comboio as 15h30. Todos nos diziam que os comboios na India eram horríveis e seria um choque demasiado grande andar de comboio logo no primeiro dia. Não esquecendo que estávamos na 3ª classe, a verdade é que foi uma viagem muito agradável. Tinha ar condicionado (na classe em que íamos), com camas. Dormimos um pouco, com algum medo de sermos roubados, mas a verdade é que não sentimos que isso fosse um perigo muito grande (descansem que não é por isso que me vou descuidar na prevensão). São tão limpos como um comboio da CP daqueles mais antigos, e a casa de banho a mesma coisa, com a diferença que não é uma sanita, mas um buraco no chão (estilo casa de banho francesa). Atenção: eu cheguei a ter frio no comboio !! (para o que o lenço que a Cris e Ri me deram se revelou muito muito útil – OBRIGADA****).

Chegámos às 20h30 ao Jaipur e tivémos um impassezito. O meu telemóvel recusava-se a fazer chamadas, e o do Bruno ficou sem bateria. Portanto, demos connosco na saída da estação de comboios, rodeados por cerca de 10 indianos condutores de rickshaws (os taxis ca do sitio). Nas palavras do Bruno, sentimo-nos como um pedaço de carne rodeado por coiotes. Mas a verdade é que foram muito simpáticos, e até nos emprestaram um telemóvel para falarmos com o pessoal da AIESEC que nos vinha buscar. Passados uns minutos estávamos a ser recebidos por eles e pela Sofia, uma portuguesa que veio connosco no avião, mas que tinha chegado a Jaipur durante a tarde.

Fomos levados para a casa em que iríamos ficar. Lá chegados, ficámos um pouco decepcionados, pois a casa de banho não tinha chuveiro e tínhamos que pagar para usar a cozinha. Decidimos no dia seguinte procurar uma casa barata que pudessemos alugar com os restantes portugueses. Famintos e cansados, fomos levados até ao McDonalds. Voltámos para casa, prontos para dormir.

Pois... dormir com este calor não é nada fácil. Dormir sabendo que é a nossa primeira noite na India e que há alguma probabilidade de acordarmos com um inquilino (ratazana, barata, algo do género) ainda é pior. Portanto, dormimos os 3 (eu, o Bruno, e a Sofia) na mesma cama, em cima das esteiras que levámos. Adormecemos por volta da meia noite, e as 1h30 acordámos. Voltámos a dormir. Às 4h30 da manhã eu acordei toda a gente com um pesadelo. Ficámos acordados a falar até as 6h30 da manhã. Voltámos a dormir e acordámos as 10h10.

Dia 14JUL (quarta-feira):

Vestimo-nos e fomos ter com o André, um português que estava noutra casa, munidos com uma muda de roupa e toalhas para tomarmos banho lá. Mas não o fizémos. Acabámos por decidir ir para um hotel, onde regateámos para chegar ao preço de 1200 rupias por um quarto com cama de casal e uma cama extra, com ar condicionado, e mais importante: um chuveiro! (1200 rupias são cerca de 24€, o que dá 8€ a cada um). Almoçámos, tomámos banho e dormimos.

É verdade: a mente e o nosso estado psicológio influencia a percepção das coisas. Com banhinho tomado até a mesma rua nos pareceu mais limpa (ok, pronto, menos suja), e durante alguns minutos conseguimos esquecer os cheiros que nos rodeavam. Apanhámos um rickshaw, cujo condutor era muito simpático e um comediante de primeira (Ex:-Usam este dedo? (mostrando o dele)-Sim. – Não usam não! Este é meu!). Negociámos com ele e amanhã talvez iremos passear pela cidade o dia todo, por 200 rupias a dividir pelos 3, que dá 4€, no total). E aqui estamos nós, no comité da AIESEC local, a escrever-vos um e-mail.

O calor ainda é difícil de aguentar, até porque ficamos depressa com a roupa colada ao corpo, e os cheiros são muito intensos (não são necessáriamente sempre maus, são simplesmente intensos). Ainda é dificil encontrar comida, mas cános vamos arrajando (e temos sempre as sopas Knorr...), mas a simpatia e a vontade de ajudar das pessoas compensa tudo.

E sim, já vimos vacas sagradas!!

Quanto à internet, ainda não sabemos se a teremos no trabalho, mas pelo menos temos aqui, por isso de vez em quando cá viremos para vos dar notícias.

Um grande beijo e abraço vindos do Jaipur,

Sara e Bruno